sexta-feira, 14 de julho de 2017

* JÁ PASSOU TANTO TEMPO *

Parece cliché mas a verdade é que "o tempo não pára" e nem dou conta que deixei de escrever durante tanto tempo.
Já corre Julho na nossa Vida. Este mês com tantos sentimentos para mim.
Neste mês já vivi o Amor e a Morte. 
O início de Vidas e o fim (terreno) delas.
Começamos este mês a celebrar os onze anos desde o nosso "Sim".

E se em equipa vencedora não se mexe eu diria que os quatro elementos que constituem a nossa são os melhores do Mundo.

Num casamento que apadrinhamos neste mesmo mês transmiti que o casamento é como um puzzle. Nunca deverá ser dado como terminado; cada peça deverá ser colocada, dia após dia, preenchendo cada lugar com sorrisos e tristezas, peças coloridas e outras mais monocromáticas.
Que eu seja capaz de enriquecer o nosso puzzle da mesma maneira que vocês o fazem no meu.
Amo-vos.





terça-feira, 31 de janeiro de 2017

* JANEIRO FINDOU *


Estamos no último dia do primeiro mês deste 2017.
Janeiro finda como quem começa. 
Janeiro trouxe novos recomeços e velhas amizades.
Que cada mês deste Novo Ano tenha a capacidade de me mostrar que ainda há muito para fazer e descobrir.
Estou pronta e sou grata.

domingo, 22 de janeiro de 2017

* SEXY *

Estávamos a fazer as últimas compras de Natal numa grande superfície quando na secção de bebidas ele vê esta garrafa e diz:
"Esta é para ti mulher. Que tu és a mais sexy de todas."
E ofereceu-me a garrafa. 💖
Uma senhora parou, olhou para mim e sorriu. Retribui o sorriso envergonhada e ela percebendo disse: "Que seja sempre assim. Acho muito bem que cultivem o Amor."
E ficamos a conversar durante uns largos minutos. Sobre o seu percurso de Vida, sobre um casamento que falhou e sobre a sua filha. Sobre o nosso percurso, o nosso casamento e sobre os nossos filhos.
Às vezes do inesperado surgem conversas com muito "recheio"!
Talvez eu não seja a "mais sexy de todas" mas este troféu já ninguém me tira.
E o melhor de tudo foi poder partilhá-lo com ele.
Não somos perfeitos. 
Chateamo-nos muitas vezes, brigamos e discutimos outras tantas, mas continuamos a sorrir juntos e a planear o nosso Caminho.
Que o Amor nos guarde sempre.

domingo, 1 de janeiro de 2017

* 18 ANOS DE NÓS *


De todas as hipóteses nós seríamos aquela em quem ninguém apostaria para ganhar.
No entanto, chegamos hoje aos 18 anos juntos. Finalmente a maioridade para este nosso relacionamento! Esperemos que com ela chegue também o juízo que nos falta.
Contigo cresci sem ter dado conta. 
Tu és Aquele que conhecendo os meus piores defeitos escolheu amar-me para além de tudo e de todas. 
Eu, mais pragmática, escolhi o único com carta e carro no ano de 1999. ;) E ainda não bebíamos! 😂
Eu sei que sou insuportável, mandona e rabugenta mas sou tão feliz contigo.
Nem eu sabia que ao roubar-te aquele beijo estava a comprar a lotaria premiada. Daquelas que só se ganha uma vez na Vida.
Não me importa o final desta história porque o que escrevemos ninguém apagará. Ninguém poderá mudar.
Grata por celebrar contigo todos os Novos Anos da minha Vida.
Amote*. 

*Amote é propositado, pois amo-o assim, sem vírgulas, traços ou pontuação.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

* É MUITO MAIS QUE UMA COR *


"Mas é apenas um cinturão amarelo! O que tem de tão especial?"
Não, não é apenas um cinturão amarelo, é muito mais que isso.
É a certeza que esta foi uma decisão acertada. É a certeza de que não ter permitido que a Benedita desistisse do karatê foi sempre o mais correto.
Sabes o que é levares a tua filha a praticar uma atividade e ouvires sempre "não gosto do karatê", "quero desistir do karatê", "detesto aquilo", "deixa-me ficar em casa hoje"?
Pois eu sei bem o que isso é.
Quando decidi que a Benedita ia praticar karatê, pensei sinceramente que seria muito mais fácil conquistá-la. No entanto, as coisas não correram assim tão bem.
No início e durante largos meses tinha que ficar a assistir às aulas pois ela chorava se não me via ou se não via o Pai.
Fazia passos de dança frente ao espelho, colocava a língua de fora, mexia-se quando era para ficar quieta.
Uma batalha de longos e vários meses.
Em casa sempre o mesmo choro: "és má mãe.", "não queres que eu seja feliz!", "deixa-me desistir.".
Ao choro da filha juntava-se em surdina o apoio do Pai: "A menina não gosta disto. Deixa-a desistir, ainda é tão pequena."
Não. Nunca cedi. Desistir nunca foi uma opção.
Permiti que muitas vezes não fosse aos treinos, mas nunca permitiria que desistisse. Apenas uma exceção:
"Quando fores cinturão preto permito que desistas se assim o desejares. Até lá continuarás no karatê."
Um dia uma amiga dela perguntou-me: "Porque obrigas a Benedita a andar no karatê? A minha mãe deixa-me fazer só o que eu gosto."
Respondi-lhe que: "Na Vida nunca iremos fazer só o que gostamos e a Benedita tem que aprender a lidar com isso."
Creio que a minha resposta lhe deverá ter feito pensar algo como "Graças a Deus que não és minha mãe."
Não quero uma filha que não saiba lidar com a frustração. Quero uma filha que independentemente das circunstâncias saiba adaptar-se à realidade e lidar com as coisas menos boas que possam surgir.
E se já sabia, porque sempre acreditei na miúda que tenho em casa, hoje tenho mais certezas e um imenso orgulho por saber que ela será capaz de o fazer sempre que a Vida a isso a obrigue.
A Benedita durante muito tempo não queria fazer exame. Tinha medo de falhar. A quem sairá?!
No passado dia 28 de Outubro realizou o seu primeiro exame para cinturão amarelo.
Eu estava mais nervosa que ela! O meu coração pulava acelerado.
Abracei-a e num beijo demorado disse-lhe:
"Se falhares o teu Mestre vai dizer-te o que tens de melhorar e vais treinar mais para fazeres melhor. Mas se desistires nunca saberás do que és capaz. Amo-te filha e vou sempre amar-te."
A Benedita recebeu o cinturão amarelo. Rejubilou de alegria e felicidade. O orgulho dela naquele cinto foi e é tanto que o meu coração transbordou de emoção.
"Mas é apenas um cinturão amarelo! O que tem de tão especial?"
O que tem de tão especial?
Tem a vontade e a força da minha filha. 
Tem o carácter e a energia de uma menina que agora com 6 anos já nos responde:
"Vê o lado bom da coisa agora já quero ir ao karatê."
E assim se fez o click que faltava (espero eu!).
Até já cinturão verde. Só parámos no preto.