quarta-feira, 1 de julho de 2015

* DO AMOR *

São já nove os anos que se passam depois do nosso dia do "SIM".
Nestes nove anos como marido e mulher, viajámos, rimos, choramos, tivemos dois filhos... vivemos felizes.
O Amor é fácil de ser vivido, difícil é, por vezes, o discernimento necessário para parar, pensar e agir.
Casei convicta de que aquele seria o Marido da minha Vida e hoje, depois de rosas e espinhos, continuo a ter a certeza de que é o Marido da minha Vida.
Se a perfeição existe, nós estamos muuuuiiiiiito longe de a alcançar, mas somos verdadeiramente felizes.
Viver a dois é muito diferente de viver a quatro. O tempo foge-nos por entre os dedos e sem que tenhamos consciência os outros dois crescem sem parar.
O tempo do colo, dos abraços e dos beijos sem fim, em breve terminarão e eu não me posso permitir perder esses momentos.
Sentados naquela mesa, enquanto fazíamos a análise da nossa Vida, percebi que aquilo que nos une e nos permite ultrapassar tudo é Amor. Um Amor verdadeiro que nos uniu e nos continuará a unir, nas alegrias que teremos e nas tristezas que superaremos.
Se nada mais tivesse sei que isso me bastaria.


terça-feira, 19 de maio de 2015

* BASTA DE VIOLÊNCIA *

Há já muito tempo que aqui nada escrevo e muito haveria para relatar.
Mas hoje trago o apelo de uma amiga.
Os constantes e crescentes relatos de violência a que temos assistido nos últimos dias fez com que a Sónia apelasse a todos para juntos dizermos BASTA DE VIOLÊNCIA.
São vários os motivos que ultimamente nos têm referenciado este tema: o bullying televisivo; o bullying entre adolescentes; as agressões puras e gratuítas no futebol; a maldade humana... e tantos outros motivos ou "desculpas".
Neste intuíto de combate à violência a Sónia alterou a sua imagem no Facebook para uma mão com um coração e a frase BASTA DE VIOLÊNCIA.
Compete-nos a todos nós AGIR para que este Mundo se transforme no lugar que todos imaginamos como ideal e fantástico para Viver com a nossa Família.
Que exemplos damos aos nossos filhos?
Se lhes transmitimos os Valores da amizade, do respeito, da interajuda, da compaixão, do amor ao próximo TEMOS que fazer mais e melhor para mudar o rumo das coisas.
Assim, também eu vos convido a juntarem-se a esta causa e alterarem os vossos perfis para a imagem de BASTA DE VIOLÊNCIA.




sexta-feira, 6 de março de 2015

* AOS 6 DE MARÇO *


Não sou a melhor Mãe do Mundo. 
Sinceramente também não me tenho esforçado para sê-lo. Aliás, muitas vezes ouço a minha Mãe dizer: "Não foste feita para ser Mãe pois não?". Eu limito-me a rir e (normalmente) não respondo.
Sou a Mãe que a Benedita e o Santiago decidiram para eles.
Sou a Mãe que gosta de ter tempo para si, para não fazer nada, para estar quieta ou tentar dormir mais um bocadinho.
Sou a Mãe que sou e não tenho problemas em assumi-lo.
A par disto, sou também a Mãe mais babada do Mundo (como tantas outras eu sei).
Mas tenho dois filhos lindos e que me enchem o coração.
Hoje o Santiago completa 18 meses de Vida. 18 meses já?
Há 18 meses fechei ((in)conscientemente) esta minha etapa da Vida: a maternidade.
Há 18 meses completei a família que sonhei desde criança: 2 filhos (primeiro uma menina e depois o menino).
Deus fez-me a vontade e estes dois Seres maravilhosos escolheram-me para essa Missão.
Hoje o Santiago vai bater palmas quando vir o bolo que comprei; vai adorar a vela acesa e os poucos ratinhos que tem na boca vão adorar comer (pelo menos) uma fatia de bolo.
Podia ser diferente? - Sim podia, mas não era a mesma coisa.
Parabéns Santiago.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

* DO OFICIAL *

Não vejo melhor maneira de iniciar a minha escrita em 2015 que a notícia oficial de que seremos os Padrinhos de casamento do meu irmão com a Isabel.
Quando ao final do dia do meu 34.º aniversário o meu irmão me questiona "não oficialmente" se aceitava ser madrinha dele, escusado será dizer que (verdadeiramente) delirei.
Assim, "não oficialmente" aceitamos o convite dele. E, até ontem, não podia "gritar" ao Mundo este nosso papel.
Finalmente, com o convite em mão, tornou-se oficial.
Irmã galinha (que sempre me assumi) irei conduzi-lo o melhor que puder e souber nesta nova etapa.
O meu coração transborda com várias emoções. (Creio piamente que necessitarei de maquilhagem à prova de água naquele dia.)
A 2 de agosto lá estarei a teu lado, como sempre estive e vou estar em todas as ocasiões da tua Vida (tenha eu um "papel principal" ou não).



SOU EU A MADRINHA.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

* DO JUSTO E DO INJUSTO *

Muitas são as vezes em que julgámos os actos de Deus.
Principalmente se são justos ou injustos.
Em 1980 nasci.
Em 1984 ganhei um irmão.
Em 1985 sem que tenha noção de como tudo se processou, comunicaram-me que a Avó morreu (ou foi para o Jesus).
Despedi-me dela e fiquei no carro, onde chorei, gritei, bati no encosto do banco e insultei Deus.
Sim entre todos os "porquês" que lhe dirigi, também o insultei.
"Porquê a mim? Porquê a minha Avó?" (os insultos não os descreverei)
"Porque és tão injusto?"
Deus não me respondeu.
Deus deu-me o meu primeiro Anjo.
É justo ou injusto?
Em 1993 depois de alguns meses de sofrimento, Deus chamou a si a minha Bisavó (a Mãe da Avó de 1985).
Nessa altura reconheci que Deus foi piedoso, depois de meses em sofrimento aquela Brava Mulher, aos 84 anos, pôde enfim descansar e juntar-se à sua filha.
Já não insultei Deus, mas questionei-o porque a fez sofrer tanto. A ela que pouco mais de 20 anos tinha quando enviuvou e sozinha criou os 3 filhos, trabalhando os campos e não permitindo que nada lhes faltasse.
Deus não me respondeu.
Deus deu-me o meu segundo Anjo.
É justo ou injusto?
Em 2011 também em sofrimento, principalmente pela consciência que mantinha da sua degradação física, dias depois do 2.º aniversário da minha filha, Deus levou o meu Avô.
Quando recebi a notícia só queria correr para os braços da minha Mãe, abraçá-la e confortá-la. Chorei muito e sempre com uma dor que dilacerava o meu coração.
Com esta dor tive que explicar à minha filha que o Bibô da mota foi para o Jesus.
Tentei compreender, aceitar e descansar, mas as interrogações permaneceram.
Deus não me respondeu.
Deus deu-me o meu terceiro Anjo.
É justo ou injusto?
Em 2014, no dia em que estava mais longe de casa, sem qualquer explicação, sem sequer imaginar, Deus decidiu chamar a si o meu outro Avô.
Só pensava em chegar o mais rápido possível para me despedir dele e abraçar o meu Pai.
Despedi-me dele na nossa casa (as nossas casas são uma só), chorei, abracei e deixei partir.
Tentei ser forte mas, voltei a chorar.
Expliquei à minha filha que o Bibô estava velhinho e ela logo percebeu que ele morreu.
Questionei Deus, mas agradeci-lhe o facto de o ter poupado ao sofrimento.
"Mas porquê neste dia? Mas porquê nesta data? Porquê a nós?"
Deus não me respondeu.
Deus deu-me o meu quarto Anjo.
É justo ou injusto?


Pode parecer injusto, mas Deus já me deu 4 Anjos.
Só pode ser justo.


P.S. Perdoa-me os insultos que um dia acertaremos contas.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

* PARABÉNS BENEDITA *

Este mês transformou a minha Vida para sempre e tornou os meus dias mais cintilantes.
Em dezembro «colhemos» a Benedita e em dezembro «semeamos» o Santiago.
Hoje a nossa menina faz 5 anos.
São 5 anos de um Amor imenso, incondicional e intemporal.
São 5 anos de noites muito mal dormidas, de muitos risos e muitos choros mas de uma certeza absoluta de que este era e é o nosso Caminho.
Nem sempre tomei as melhores opções, nem sempre as irei tomar, mas todas elas são decididas em função do Amor e do Bem que lhe tenho e lhe quero.
Tenho plena consciência que todos os presentes que lhe posso oferecer nunca serão comparáveis com aqueles que espero ela possa perceber: raízes e asas.
Neste Caminho da maternidade o que mais desejo para os meus filhos (hoje em especial para a Benedita) é que ela possa perceber as suas raízes e possa ganhar asas
Nas raízes permanecerá a sua origem, o seu percurso e com as asas poderá alcançar todos os seus sonhos e chegar onde quiser, sabendo sempre que Nós cá estaremos de abraços bem abertos para a aconchegar.

BENEDITA: vai aonde te leva o coração e volta para onde sempre terás um lugar.



quarta-feira, 19 de novembro de 2014

* 25 ANOS DOS DIREITOS DA CRIANÇA *


Amanhã, 20 de Novembro de 2014, celebram-se os 25 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC).

As Nações Unidas, por unanimidade, aprovaram a 20/11/1989 um documento com os direitos fundamentais de TODAS as crianças.
A CDC representa um enorme marco na História da Humanidade (digo eu) pois tem carácter universal e representa um vínculo para todos os que a ela aderirem.
Portugal ratificou-a a 21/09/1990.
São quatro os princípios fundamentais sob os quais ela foi elaborada e que se relacionam com todos os Direitos das Crianças ao longo dos seus 54 artigos:
  1. a não discriminação;
  2. o interesse superior da criança;
  3. a sobrevivência e desenvolvimento e
  4. a opinião da criança.
Foram ainda adoptados a 25/05/2000 dois Protocolos Facultativos para apoiar a concretização dos objectivos da CDC, são eles:
  1. o Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo à venda de crianças, prostituição e pornografia infantis (que Portugal ratificou em 2003) e
  2. o Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo ao envolvimento de crianças em conflitos armados (ratificado pelo nosso País também em 2003).
Entre muitas outras organizações a Mundos de Vida tem levado a cabo o projecto Missão Pijama onde se insere o Dia Nacional do Pijama.

Esta Missão, criada em 2012, tem como finalidade sensibilizar o país para o "direito de uma criança crescer numa família", promover o acolhimento familiar e reduzir o número de crianças institucionalizadas.
E foi no site desta organização tomei conhecimento que cerca de 96% do total das crianças separadas dos seus pais vivem em centros de acolhimento e apenas 4% vivem com uma família.
Fiquei chocada! Verdadeiramente chocada.
E eu que já defendi (há uns bons anos atrás) que duas menores fossem retiradas aos seus progenitores e institucionalizadas devido às condições indignas em que viviam e entendi que "o mal menor" seria tê-las num lugar onde as alimentassem, cuidassem da sua higiene, levá-las ao médico, transportá-las até à escola e dar-lhes uma cama onde pudessem dormir e tentar sonhar.


Juntos podemos fazer a diferença que o Mundo precisa e educar as nossas crianças para esta realidade poderá a longo prazo reduzir os 96% que tanto me impressionaram.
As Crianças têm Direitos e amanhã eles celebram 25 anos. Não deixes de festejar. 
Não deixes desaparecer o espírito da criança que foste, nem daquelas que te rodeiam e que podes estar a educar e/ou formar.