quarta-feira, 29 de setembro de 2021

* SINTO QUE ME ESTOU A REPETIR *


Sim, incrivelmente (ou não) começa a repetir-se o facto de eu me aperceber que não tenho escrito por aqui tanto quanto me agrada.
Estes tempos pandémicos preencheram o meu tempo com tantas tarefas que depois vou deixando para lá muito daquilo que me faz bem e me faz vibrar.
Desde março até hoje muitas coisas na minha Vida se alteraram... realizei mais uns quantos sonhos e fui atrasando a concretização de outros.
Mas tudo isto para vos dizer que estou de volta e desta vez para me comprometer a escrever com maior regularidade mas sempre com o mesmo propósito... eternizar os meus pensamentos.
Até breve. Sejam felizes.

sexta-feira, 26 de março de 2021

* NEM ACREDITO QUE PASSOU TANTO TEMPO *

 


Fiquei admirada quando verifiquei que a última vez que aqui escrevi foi em novembro passado!
Celebrei o Natal e entrei no novo Ano... comemorei vinte e dois anos de um Am❤r, que às vezes é desamor também mas nem por isso nos desmotiva a fazer melhor e a ir mais além. Sempre.
Confinei (e ainda confino) em casa, seguindo todas as regras determinadas. Protejo os meus e as minhas o melhor que posso e consigo. E está certo. Para mim e para eles e elas.
Devolvi o meu Filho mais novo à escola. O melhor lugar do Mundo para combater a ignorância. (Tivessem todos e todas combatido a ignorância e talvez não estivéssemos neste "caos", mas isso seria tema de outra publicação).
Mantenho a minha Filha mais velha em casa. A ler, a escrever, a brincar e a "dar comigo em doida" (às vezes). São 11 anos... compreendo e sou solidária!
Partilho o escritório de casa com o marido. Tem dias que é maridão! Tem outros em que é apenas Ângelo! Mas é sempre, e para sempre, em qualquer uma dessas versões, o meu grande Am❤r. Bebemos café juntos várias vezes ao dia. Ele traz-me lanches variados ao longo da jornada e também me chateia quanto baste.
Eu sou uma privilegiada! Quantas e quantos adorariam ter quem lhes "consumisse" a cabeça? E eu também faço a minha parte para com eles. 😉
Este confinamento arrasta-se (para mim em particular e para muitos em geral) há um ano. Desde há um ano que "fechei" portas com a determinação de que era o certo a fazer em prol dos meus. Os meus sempre em primeiro lugar. Sempre à minha frente para que me possam também iluminar no Caminho que determinei. 
Há dias (aparentemente) impossíveis de aguentar, mas no final da noite quando todos e todas aqui podemos repousar, há sempre uma satisfação geral por termos ultrapassado mais um dia, mais uma etapa e continuarmos seguros e firmes nesta nossa história.
Sim, passou muito tempo desde a última vez que aqui escrevi. Sim, mudou muita coisa desde a última vez que aqui escrevi. Sim, o tempo continua a correr e a Vida a passar.
Portanto, olha sempre em frente e enfrente tudo o que tiver que ser enfrentado. Tudo o resto deixa passar ao lado*.
Até breve. A todas e a todos (que a formação em Igualdade de Género tem efeitos a longo prazo).
                                                                     
                                                                          *Conselho para utilização própria, interna e diariamente.


sábado, 7 de novembro de 2020

* É MUITO MAIS QUE UMA COR - PARTE 2 *


 

Há quatro anos atrás escrevi-vos o quanto uma cor significa muito mais que isso.

Hoje volto a escrever-vos com o mesmo sentimento, com a mesma certeza de que nos compete a nós Pais mostrar aos nossos Filhos as suas capacidades de voar, de resistir, de persistir e de seguir em frente as vezes que forem necessárias.

Hoje ambos os meus fizeram exame de karaté. Hoje ambos entraram no dojo com o coração pequenino, apertadinho, cheio de medo e de receio do futuro. 

Primeiro ele. Receoso do desconhecido e de uma avaliação que talvez ainda a sua imaturidade não lhe permita assimilar por inteiro. No caminho a pergunta: "E se eu não passar?", a resposta, sempre foi e sempre será a mesma: "Tenho muito orgulho em ti. Se não passares vais aprender onde tens que evoluir e melhorar. Também falhei muitas vezes e segui em frente. Estarei sempre aqui."

Depois ela. Sozinha com os Mestres. O dojo deve ter-lhe parecido um novo planeta! Inspirava e expirava superando a ansiedade que a assombrava. Enquanto aguardávamos a decisão, questionou: "E se eu não passar?" (onde é que eu já ouvi esta pergunta!!!)... "Tentaste Filha e isso é tudo o que eu te peço. Sabes que a única coisa que me faz ficar triste contigo é o facto de não fazeres alguma coisa com medo de falhar. Eu também falhei muitas vezes. Se falhares vais aprender onde melhorar. Tenho imenso orgulho em ti em qualquer um dos resultados. Não desististe e isso é o que importa. Estarei sempre contigo."

Ambos conseguiram superar estas etapas. Ele é amarelo. Ela é azul

E eu sou a Mãe mais chorona deste Mundo. Sofro por eles e com eles, nas alegrias e nas tristezas e aprendo tanto com as suas conquistas. Continuo convicta que o karaté foi a melhor exigência que poderia ter feito para eles em toda as suas Vidas. Quando eu já cá não andar, sei que as lições que aqui aprendem perdurarão para sempre nas suas mentes. Sei que tem feito deles melhores pessoas e também crianças mais felizes. Enfrentam a frustração e ganham em resiliência e motivação. 

Por tudo isto é que É MUITO MAIS QUE UMA COR.

*Benedita, 10 anos, cinturão azul. *Santiago, 7 anos, cinturão amarelo. 

*Daniela, 40 anos, chorona inveterada

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

* ESCREVE-ME *

Eu sei que parece impossível mas daqui a alguns dias, neste meu outubro, chegarei aos 40.
Há já muitos anos que espero a chegada desta idade, talvez tanto como esperei os 18 ou os 33. 
A verdade é que eu adoro fazer anos. 
Envelhecer é algo que me fascina, pela maturidade(!), pela experiência, pela Vida que se acumula em mim e que eu tanto amo viver. Sim, vivo tão intensamente que passo grande parte do tempo a reclamar e a sofrer (desnecessariamente), mas pronto, sou assim, vou tentando mudar (e o muito que já mudei), mas o mais importante é que vivo tudo, mesmo tudo, ao máximo.
Então, 40 anos a chegar e o que gostavas que te oferecessem?
Ah e tal, adorava que me escrevessem. Sim. 


Escreve-me mesmo. Adorava receber palavras tuas. 
Se fiz ou faço parte da tua Vida, escreve-me. Conta-me uma história que passamos juntos e nunca esqueceste. Conta-me como te magoei daquela vez em 1992! Diz-me o que mais te impressionou em mim enquanto fui tua aluna ou tua colega de escola. Qualquer coisa, mas escreve-me.
Mas eu não sei o que te escrever! Então, escreve-me apenas "parabéns".
Vá lá escreve-me. Preferencialmente uma carta, em papel (que eu tanto adoro), mas também tenho um email (especialmente criado para esse efeito).

Já dizia Florbela Espanca:
Escreve-me!
Ainda que seja só
Uma palavra, uma palavra apenas,
Suave como o teu nome e casta
Como um perfume casto d'açucenas!
Escreve-me! (...)

Podes presentear-me para este email: aos40daniela@gmail.com ou vai ainda mais longe e envia-me (ou entrega em mão) uma carta de papel.

Eu fico à espera, assim como espero os 40.

domingo, 6 de setembro de 2020

* JÁ SÃO 7 FILHO! *


2020 pode ter muitos defeitos mas trouxe até ti o teu 7° aniversário e eu sou-lhe grata por isso.
Sabes Filho, a Vida não é tão clara e transparente como esta água mas eu desejo que saibas sempre ver, no teu coração e na tua cabeça, as impurezas que necessites afastar do teu Caminho.
7 anos!
Não quero que o tempo pare. A Vida é para viver e andar em frente. Quero apenas que o tempo me permita ver-te (ver-vos) crescer mais um pouco.
Parabéns meu Filho. O Mundo é todo teu. Vai.

* * * * * * * 


                              Legenda: Quando o coração transborda.




 

quinta-feira, 30 de julho de 2020

* O COVID CHEGOU SEM SER CONVIDADO *

Num ano tão peculiar como este 20 20, creio que ninguém sonhava algo tão "maquiavélico" como o Covid-19.
E, num instante, num de repente, tivemos que "fechar" um País, fechar casas, fechar sorrisos atrás de máscaras, encerrar abraços em toques de cotovelos e viver uma realidade que só nos filmes podemos encontrar!
No entanto apesar desde "encerramento" para o Mundo desde março, a Vida continuou e continua. Infelizmente muitas foram as Vidas perdidas neste tempo que não permitiu os abraços de conforto que estas situações nos pedem e exigem.
Mas também se celebraram aniversários e muitos nascimentos.
A Vida deve ser celebrada diariamente e junto dos nossos. A Vida tem que ser vivida, sem fingimento, com alegria, com intensidade, com projetos e com sonhos.
Vivi estes meses "refugiada" dentro de casa para acompanhar os meus Filhos no percurso escolar que teve necessariamente que continuar dentro de portas.
Vivi momentos intensos de alegria, mas outros tantos de medo por poder falhar nesta aventura e nesta missão que me foi confiada.
Chorei e ri muito. Gritei, berrei e até rasguei folhas. Milagrosamente a borracha do meu Filho ainda conseguiu sobreviver para chegar às férias.... e se há utensílio que precisava de férias era a borracha do meu Santiago.
No final, colhemos os bons frutos do trabalho desenvolvido. Ambos me deixaram orgulhosa do caminho que traçaram e percorreram. Caminhos distintos (e para mim muitas vezes é difícil olhá-los de modo individual), mas cada um à sua maneira colheu os bons frutos das sementes que plantaram e regaram.
Pese embora eu não tenha sido sujeita a uma avaliação formal parece-me justo numa auto-avaliação singela classificar-me ao mesmo nível que aqueles dois e considerar que completei de forma muito satisfatória todo o meu percurso nestes três meses. Sobre as etapas do meu percurso académico não me posso avaliar deste modo porque as coloquei de parte em prol dos meus Filhos. (E digam o que disserem, resmungue eu o que resmungar, aqueles dois miúdos SEMPRE estarão na frente de qualquer projeto meu - entendam isto na perspectiva de necessidade urgente, claro está).
Esperei 2020 com os sonhos de quem chegará (assim espero) aos quarenta neste ano e por isso com muitos projetos por concretizar, desafios para concluir e etapas para terminar. Provavelmente não me será possível colocar um ☑ à frente de cada um deles mas se há pessoa que sempre consegue remodelar as suas listas, é esta aqui.
Já ultrapassamos metade deste ano, já superamos várias provas que nos foram chegando e com toda a certeza cá estaremos para superar todas as que precisem ser superadas.
O Covid chegou sem ser convidado e, embora eu não acredite na redenção da Humanidade, acredito que ele permitiu que todos aqueles que estivessem dispostos a isso, se reinventassem, se transformassem e alcançassem os feitos que mais lhes agradaria. Eu, por exemplo, entre outros, consegui atingir a meta dos 10 kms em corrida.
Que 2020 possa, entretanto, encontrar Paz e tranquilidade para prosseguir um pouco mais leve e consciente daquilo que é verdadeiramente importante para cada um de nós.




terça-feira, 3 de março de 2020

* UMA VEZ *


Já muitas vezes te disse o quanto te sonhei e na loucura dos dias que passam, na loucura que me provocas, continuo a sonhar-te a "menina que tudo pode".
A Eduarda não me conhece, ou melhor, conhece-me apenas como a D. Daniela (que isto de se ser quase quarentona já tem algum peso), Mãe da Benedita.
A Eduarda não me conhece mas escreveu para ti a personagem que transmite o que sempre te disse e ainda digo: "Podes ser tudo o que quiseres. Aqui (no coração) e aqui (na cabeça)."


Que a Vida, o destino, os escritos, acredita no que quiseres, sempre te transmitirão os ensinamentos da tua Mãe. Sempre levarão até ti o tanto que te quero dizer, ensinar, partilhar. Mesmo quando eu já cá não estiver.
Num dia especial como é o 29 de fevereiro, eu vi magia acontecer naquele palco. Vi quinze crianças levantar uma plateia, cheia, com o coração a transbordar pela beleza do que nos ofereceram.


Conto-te um segredo, tremi do início até ao fim, mas valeu bem a pena. Sempre vale.


Voa filha, voa tudo o que desejares e quiseres. O meu ninho será sempre o teu ninho sejas patinho feio ou o cisne mais belo.


Peça "Uma Vez", inspirada nos contos populares infantis, com encenação e texto original de Eduarda Alves e produção dos Plebeus Avintenses.