quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

* DO OFICIAL *

Não vejo melhor maneira de iniciar a minha escrita em 2015 que a notícia oficial de que seremos os Padrinhos de casamento do meu irmão com a Isabel.
Quando ao final do dia do meu 34.º aniversário o meu irmão me questiona "não oficialmente" se aceitava ser madrinha dele, escusado será dizer que (verdadeiramente) delirei.
Assim, "não oficialmente" aceitamos o convite dele. E, até ontem, não podia "gritar" ao Mundo este nosso papel.
Finalmente, com o convite em mão, tornou-se oficial.
Irmã galinha (que sempre me assumi) irei conduzi-lo o melhor que puder e souber nesta nova etapa.
O meu coração transborda com várias emoções. (Creio piamente que necessitarei de maquilhagem à prova de água naquele dia.)
A 2 de agosto lá estarei a teu lado, como sempre estive e vou estar em todas as ocasiões da tua Vida (tenha eu um "papel principal" ou não).



SOU EU A MADRINHA.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

* DO JUSTO E DO INJUSTO *

Muitas são as vezes em que julgámos os actos de Deus.
Principalmente se são justos ou injustos.
Em 1980 nasci.
Em 1984 ganhei um irmão.
Em 1985 sem que tenha noção de como tudo se processou, comunicaram-me que a Avó morreu (ou foi para o Jesus).
Despedi-me dela e fiquei no carro, onde chorei, gritei, bati no encosto do banco e insultei Deus.
Sim entre todos os "porquês" que lhe dirigi, também o insultei.
"Porquê a mim? Porquê a minha Avó?" (os insultos não os descreverei)
"Porque és tão injusto?"
Deus não me respondeu.
Deus deu-me o meu primeiro Anjo.
É justo ou injusto?
Em 1993 depois de alguns meses de sofrimento, Deus chamou a si a minha Bisavó (a Mãe da Avó de 1985).
Nessa altura reconheci que Deus foi piedoso, depois de meses em sofrimento aquela Brava Mulher, aos 84 anos, pôde enfim descansar e juntar-se à sua filha.
Já não insultei Deus, mas questionei-o porque a fez sofrer tanto. A ela que pouco mais de 20 anos tinha quando enviuvou e sozinha criou os 3 filhos, trabalhando os campos e não permitindo que nada lhes faltasse.
Deus não me respondeu.
Deus deu-me o meu segundo Anjo.
É justo ou injusto?
Em 2011 também em sofrimento, principalmente pela consciência que mantinha da sua degradação física, dias depois do 2.º aniversário da minha filha, Deus levou o meu Avô.
Quando recebi a notícia só queria correr para os braços da minha Mãe, abraçá-la e confortá-la. Chorei muito e sempre com uma dor que dilacerava o meu coração.
Com esta dor tive que explicar à minha filha que o Bibô da mota foi para o Jesus.
Tentei compreender, aceitar e descansar, mas as interrogações permaneceram.
Deus não me respondeu.
Deus deu-me o meu terceiro Anjo.
É justo ou injusto?
Em 2014, no dia em que estava mais longe de casa, sem qualquer explicação, sem sequer imaginar, Deus decidiu chamar a si o meu outro Avô.
Só pensava em chegar o mais rápido possível para me despedir dele e abraçar o meu Pai.
Despedi-me dele na nossa casa (as nossas casas são uma só), chorei, abracei e deixei partir.
Tentei ser forte mas, voltei a chorar.
Expliquei à minha filha que o Bibô estava velhinho e ela logo percebeu que ele morreu.
Questionei Deus, mas agradeci-lhe o facto de o ter poupado ao sofrimento.
"Mas porquê neste dia? Mas porquê nesta data? Porquê a nós?"
Deus não me respondeu.
Deus deu-me o meu quarto Anjo.
É justo ou injusto?


Pode parecer injusto, mas Deus já me deu 4 Anjos.
Só pode ser justo.


P.S. Perdoa-me os insultos que um dia acertaremos contas.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

* PARABÉNS BENEDITA *

Este mês transformou a minha Vida para sempre e tornou os meus dias mais cintilantes.
Em dezembro «colhemos» a Benedita e em dezembro «semeamos» o Santiago.
Hoje a nossa menina faz 5 anos.
São 5 anos de um Amor imenso, incondicional e intemporal.
São 5 anos de noites muito mal dormidas, de muitos risos e muitos choros mas de uma certeza absoluta de que este era e é o nosso Caminho.
Nem sempre tomei as melhores opções, nem sempre as irei tomar, mas todas elas são decididas em função do Amor e do Bem que lhe tenho e lhe quero.
Tenho plena consciência que todos os presentes que lhe posso oferecer nunca serão comparáveis com aqueles que espero ela possa perceber: raízes e asas.
Neste Caminho da maternidade o que mais desejo para os meus filhos (hoje em especial para a Benedita) é que ela possa perceber as suas raízes e possa ganhar asas
Nas raízes permanecerá a sua origem, o seu percurso e com as asas poderá alcançar todos os seus sonhos e chegar onde quiser, sabendo sempre que Nós cá estaremos de abraços bem abertos para a aconchegar.

BENEDITA: vai aonde te leva o coração e volta para onde sempre terás um lugar.



quarta-feira, 19 de novembro de 2014

* 25 ANOS DOS DIREITOS DA CRIANÇA *


Amanhã, 20 de Novembro de 2014, celebram-se os 25 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC).

As Nações Unidas, por unanimidade, aprovaram a 20/11/1989 um documento com os direitos fundamentais de TODAS as crianças.
A CDC representa um enorme marco na História da Humanidade (digo eu) pois tem carácter universal e representa um vínculo para todos os que a ela aderirem.
Portugal ratificou-a a 21/09/1990.
São quatro os princípios fundamentais sob os quais ela foi elaborada e que se relacionam com todos os Direitos das Crianças ao longo dos seus 54 artigos:
  1. a não discriminação;
  2. o interesse superior da criança;
  3. a sobrevivência e desenvolvimento e
  4. a opinião da criança.
Foram ainda adoptados a 25/05/2000 dois Protocolos Facultativos para apoiar a concretização dos objectivos da CDC, são eles:
  1. o Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo à venda de crianças, prostituição e pornografia infantis (que Portugal ratificou em 2003) e
  2. o Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo ao envolvimento de crianças em conflitos armados (ratificado pelo nosso País também em 2003).
Entre muitas outras organizações a Mundos de Vida tem levado a cabo o projecto Missão Pijama onde se insere o Dia Nacional do Pijama.

Esta Missão, criada em 2012, tem como finalidade sensibilizar o país para o "direito de uma criança crescer numa família", promover o acolhimento familiar e reduzir o número de crianças institucionalizadas.
E foi no site desta organização tomei conhecimento que cerca de 96% do total das crianças separadas dos seus pais vivem em centros de acolhimento e apenas 4% vivem com uma família.
Fiquei chocada! Verdadeiramente chocada.
E eu que já defendi (há uns bons anos atrás) que duas menores fossem retiradas aos seus progenitores e institucionalizadas devido às condições indignas em que viviam e entendi que "o mal menor" seria tê-las num lugar onde as alimentassem, cuidassem da sua higiene, levá-las ao médico, transportá-las até à escola e dar-lhes uma cama onde pudessem dormir e tentar sonhar.


Juntos podemos fazer a diferença que o Mundo precisa e educar as nossas crianças para esta realidade poderá a longo prazo reduzir os 96% que tanto me impressionaram.
As Crianças têm Direitos e amanhã eles celebram 25 anos. Não deixes de festejar. 
Não deixes desaparecer o espírito da criança que foste, nem daquelas que te rodeiam e que podes estar a educar e/ou formar.


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

* DESAFIOS *


A Vida é feita de constantes desafios.
Eu, pelo menos, não a concebo de outra maneira.
É próprio da e para a evolução humana que os mesmos existam.
E se fosse fácil não seria um desafio; desistir não é opção.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

* CAUSAS *



O MELHOR ESTÁ P'RA VIR

Há sempre um chão que aguenta,
Que não te deixa cair,

Agora que a manhã há-de surgir,
Trazes o mundo na mão,
Cortas da pedra e do pão,
E sabes que o melhor está p'ra vir.
Já viste a paz e o tempo,
Sabes que portas abrir,
Há sonhos a pedir para existir,
Foi um caminho deserto,
Fazes o longe ser perto
E sabes que o melhor está p'ra vir.
E a noite levou o medo,
Agora as sombras têm luz,
Raios de sol a dançar nos dedos,
E há quanto tempo
Este momento,
E agora
Vai começar,
Já não há volta a dar,
Põe os braços no ar,
Aqui tu vais ser feliz.
Sabes do rio por dentro,
A que montanhas subir,
Há beijos que não vais deixar fugir,
Sentes a mão que te abraça,
Agora o escuro tem graça,
E sabes que o melhor está p'ra vir.
E a noite levou o medo,
Agora as sombras têm luz,
Raios de sol a dançar nos dedos,
E há quanto tempo...
Este momento...
E agora
Vai começar
Já não há volta a dar,
Põe os braços no ar,
Aqui tu vais ser feliz.

sábado, 18 de outubro de 2014

* 34 ANOS *


Chego aos 34 anos com a mesma emoção com que todos os anos acrescento mais uma vela no meu bolo.
ADORO fazer anos; envelhecer, (tentar) amadurecer, viver e amar.
Chego aos 34 anos numa altura da minha Vida em que percebi muito do que me arreliava, me consumia e me tirava do Meu Caminho.
Percebo agora tanta coisa e percebo também que muitas dessas coisas eram de facto problemas meus e não dos outros. Cabe-me a mim decidir que eles me afetem ou não e seguir em frente (já não permito que me afetem).
Limpei e arrumei a Casa. Sinto-me mais leve e continuo no meu percurso de Vida.
Chego aos 34 anos com um marido que amo muito e em quem "descarrego" as minhas frustrações de um dia mais pesado; um marido maravilhoso a quem tantas vezes não sei compreender, a quem tantas vezes respondo torto, a quem tantas vezes não sei abraçar... mas um marido que realmente amo. Aquele que é parte de mim muito antes de eu saber e sem quem o meu percurso nunca se completaria.
Chego aos 34 anos com dois filhos fantásticos, duas Luzes na minha (nossa) Vida que a iluminam e encantam. Dois filhos cujos sorrisos me fazem acreditar que sou capaz de Tudo.
Chego aos 34 anos com força e vontade de que seja apenas o final do primeiro terço de toda a minha Vida, mas mesmo que assim possa não ser... chego aos 34 anos FELIZ, AMADA, REALIZADA e COMPLETA.